terça-feira, 27 de maio de 2008


Tenho ciúmes desse cigarro que tu fumas...insanidade profana... perdição da minha vida...



{Rebecca}_Hektor Domus


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Mas há a vida que é para ser intensamente vivida,

há o amor...

Que tem que ser vivido até a última gota...

Sem nenhum medo.

Não mata.



"Estremeço de prazer por entre a novidade de usar palavras que formam intenso matagal. Luto por conquistar mais profundamente a minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade.
É tamanha a liberdade que pode escandalizar um primitivo, mas sei que não te escandalizas com a plenitude que consigo e que é sem fronteiras perceptíveis.
Esta minha capacidade de viver o que é redondo e amplo - cerco-me por plantas carnívoras e animais legendários, tudo banhado pela tosca e esquerda luz de um sexo mítico.
Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma idéia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens"...

(Clarice Lispector)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo.


Toda mulher tem no seu íntimo

uma magia própria de fazer acontecer,

de dar um jeito,

de dar o peito,

dar um colo,

de fazer bem feito...

domingo, 25 de maio de 2008

Do meu Domus para mim...por Ele eu me perco... Nele eu me encontro...


Um efêmero olhar.
Uma queixa
sai de teus lábios.
Uma e outra vez sem pausa,
Tua fenda é açoitada.
O ar cheio de frases.
Atiçando os pecados.
Teus prazeres,
meus desejos.
Tua pele vermelha
Inflamada.
Tuas gotas acalmam
minha raiva,
densas, mornas, pingadas.
caem sem vontade
na tua pele.
No fim, um suspiro.
Um sorriso...
Teu olhar.



O perigo do dragão

Me falaram do perigo do dragão
o homem não consegue se livrar da castidade
da religião
da lei imposta da moralidade.

Dentro de mim mora o dragão da natureza
espontâneo e suficiente
e por mais que me obriguem a fugir
não há nada que me tente tanto.

Tem o caráter do fogo
o nervo, o temperamento do proibido
e rompe a linha do extremo
além do sentido.

Dança o movimento sublime
ultrapassa o cerco
o limite, o crime, o desatino
além da nossa dualidade
na dimensão perigosa
de onde se extrai o destino.

Tudo está contido em tudo,
cada coisa se transforma em outra
contínuo o fio da ação
cada um carrega em si o seu oposto
a vida é o germe da destruição.